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US Marine Corps se despede do AV-8B Harrier II após mais de quatro décadas de serviço

Foto: Marines

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos encerrou oficialmente um dos capítulos mais marcantes da aviação militar moderna. Em junho de 2026, o lendário AV-8B Harrier II realizou sua despedida definitiva do serviço ativo, colocando fim a uma trajetória de mais de 40 anos marcada por inovação, versatilidade e participação em alguns dos principais conflitos das últimas décadas.

A aeronave que revolucionou as operações expedicionárias

Quando entrou em operação na década de 1980, o Harrier II trouxe uma capacidade única para a aviação militar: a possibilidade de realizar decolagens curtas e pousos verticais (STOVL – Short Take-Off and Vertical Landing). Essa característica permitiu que a aeronave operasse a partir de navios anfíbios, bases avançadas e pistas improvisadas, oferecendo apoio aéreo próximo às tropas em locais onde caças convencionais não poderiam atuar.

Essa flexibilidade tornou o Harrier uma peça fundamental da doutrina expedicionária dos Marines, garantindo rápida resposta em cenários de combate ao redor do mundo.

Presença constante nos principais conflitos modernos

Ao longo de sua carreira operacional, o AV-8B participou de diversas campanhas militares, incluindo operações no Golfo Pérsico, Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria.

Sua capacidade de operar próximo às linhas de frente, aliada à robustez e à eficiência no apoio aéreo aproximado, fez do Harrier uma das aeronaves mais respeitadas do inventário do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Durante décadas, pilotos e equipes de manutenção contribuíram para consolidar a reputação da aeronave como uma plataforma confiável e altamente adaptável aos desafios do campo de batalha moderno.

O último voo e a despedida oficial

A cerimônia que marcou o encerramento da carreira operacional do Harrier ocorreu em junho de 2026. O esquadrão VMA-223 Bulldogs foi o último a operar o modelo, encerrando oficialmente a presença do AV-8B na linha de frente da aviação dos Marines.

O momento simboliza não apenas a aposentadoria de uma aeronave, mas o encerramento de uma era que moldou a forma como operações aéreas expedicionárias foram conduzidas durante mais de quatro décadas.

Foto: Cabo Lance Bryan Giraldo

A nova geração assume a missão

Com a retirada do Harrier, todas as missões passam a ser desempenhadas pelo Lockheed Martin F-35B Lightning II, a variante de decolagem curta e pouso vertical do programa Joint Strike Fighter.

O F-35B combina a capacidade STOVL que tornou o Harrier famoso com tecnologias de quinta geração, incluindo sensores avançados, fusão de dados, conectividade em rede e características furtivas, ampliando significativamente as capacidades operacionais do Corpo de Fuzileiros Navais.

Foto: Sargento Alexander Frank

Um legado que permanecerá na história

Poucas aeronaves conseguiram deixar uma marca tão profunda na aviação militar quanto o AV-8B Harrier II. Sua capacidade única de operar onde outros caças não conseguiam, aliada a décadas de serviço em combate, garantiu ao Harrier um lugar permanente entre os jatos mais inovadores e icônicos já produzidos.

Mesmo aposentado, o Harrier continuará sendo lembrado como um símbolo de inovação, adaptabilidade e apoio decisivo às forças terrestres, características que ajudaram a definir a identidade operacional dos Marines durante mais de quarenta anos.

Foto: Cabo Lance Bryan Giraldo

O fim do AV-8B Harrier II representa o encerramento de uma era histórica, mas também marca o início de um novo capítulo para a aviação embarcada e expedicionária dos Estados Unidos.

Fonte: Marines.mil/DVIDS

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