A Força Aérea da Letônia está analisando a possibilidade de adquirir o A-29 Super Tucano, da Embraer, como uma alternativa para ampliar sua capacidade de resposta diante do crescimento da ameaça representada por drones.
A discussão ganhou força após uma reunião entre o comandante da Força Aérea letã, Coronel Viesturs Masulis, e representantes da indústria de defesa durante a Conferência Global de Chefes da Força Aérea e Espacial, realizada em Londres.
Segundo Masulis, aeronaves leves como o A-29 poderiam ser empregadas em uma função complementar à defesa aérea convencional, principalmente contra alvos de baixa velocidade e sistemas não tripulados.

A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da Letônia para fortalecer sua defesa aérea. O governo destinou mais de 1 bilhão de euros para investimentos nessa área, e a possível aquisição de aeronaves ainda depende de estudos sobre custos, prazos de entrega e requisitos operacionais.
Outro ponto em avaliação é a possibilidade de estabelecer alguma forma de produção local. No entanto, representantes da Força Aérea destacam que a fabricação de aeronaves militares exige experiência e uma cadeia industrial especializada construída ao longo de muitos anos.
O interesse letão acompanha uma tendência observada em outros países europeus. A Polônia também avalia o Super Tucano como uma possível plataforma para enfrentar drones, especialmente em missões nas quais o emprego de caças mais sofisticados poderia representar um custo elevado.
A Embraer, por sua vez, trabalha em soluções destinadas a ampliar a capacidade do A-29 contra ameaças não tripuladas. Entre elas está a integração do sistema Gunslinger, desenvolvido pela Valkyrie Aero, que utiliza inteligência artificial para auxiliar na detecção, acompanhamento e engajamento de drones.

A possível adoção do Super Tucano pela Letônia representaria mais um passo na expansão da presença da aeronave brasileira no mercado europeu e demonstraria como plataformas originalmente desenvolvidas para ataque leve e treinamento podem assumir novas funções diante da evolução das ameaças no campo de batalha.
Fonte: SARGS e Militarnyi, comunicado publicado em 11 de Agosto de 2026.





