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Eurofighter italianos fazem primeiro scramble na Baltic Air Policing

Foto: Aeronautica Militare

Caças F-2000 da Task Force Air “Baltic Thunder III” decolaram de Šiauliai para interceptar duas aeronaves militares russas sobre o Mar Báltico

Dois caças Eurofighter F-2000 da Task Force Air “Baltic Thunder III”, da Aeronautica Militare, decolaram da base aérea de Šiauliai, na Lituânia, em 3 de Agosto de 2026, para interceptar duas aeronaves militares russas que voavam em espaço aéreo internacional sobre o Mar Báltico. A ordem de decolagem imediata partiu do Combined Air Operations Centre (CAOC) da OTAN em Uedem, na Alemanha, um dos órgãos responsáveis pelo controle e pela vigilância das faixas radar que cobrem o espaço aéreo da Aliança Atlântica.

Ao alcançarem a área de intervenção, as tripulações italianas identificaram e acompanharam as aeronaves, operando em pleno respeito aos procedimentos previstos pela Aliança Atlântica. A ação representou o primeiro scramble do contingente italiano desde o início do atual mandato na Lituânia e confirmou a prontidão operacional plena da Task Force Air, encarregada de garantir a vigilância e a defesa do espaço aéreo da Estônia, da Letônia e da Lituânia no âmbito da missão Baltic Air Policing, contribuindo para a segurança do flanco oriental da Aliança.

Fotos: @NATO_AIRCOM via X

No jargão técnico da OTAN, o acionamento é designado Alpha Scramble e pode ser disparado em três situações principais: quando a aeronave voa com plano de voo inválido ou incorreto, quando não estabelece ou perde comunicação com o órgão de tráfego aéreo competente, ou quando não transmite o sinal do transponder, dispositivo eletrônico que emite um código de quatro dígitos conhecido como squawk code. Interceptações desse tipo são conduzidas em espaço aéreo internacional e têm caráter rotineiro e preventivo.

A rotação italiana teve início poucos dias antes do episódio. Em 31 de Julho de 2026, os destacamentos que conduzem a missão de policiamento aéreo nos países bálticos foram substituídos em cerimônia de Hand Over, Take Over realizada na Base Aérea da Força Aérea Lituana em Šiauliai, com a chegada do destacamento italiano equipado com quatro Eurofighter Typhoon (EF-2000). A Itália assumiu as tarefas da Força Aérea e Espacial Francesa e do destacamento da Força Aérea Romena, que haviam guardado o espaço aéreo báltico ao longo dos quatro meses anteriores.Trata-se do sexto destacamento italiano operado a partir de Šiauliai e do décimo primeiro nos países bálticos como um todo. O contingente atual reúne cerca de 200 militares.

Foto: Aeronautica Militare

O destacamento francês que deixou a missão contava com aproximadamente 110 militares, enquanto o romeno somava cerca de 100, entre pilotos, equipe médica, pessoal de apoio e especialistas em comunicações. Os franceses atuaram com quatro Rafale, apoiados por seis F-16 Fighting Falcon romenos.

O balanço da rotação anterior ajuda a dimensionar o ritmo operacional da região. Ao longo do desdobramento de quatro meses, a Força Aérea e Espacial Francesa manteve alerta de reação rápida (QRA) contínuo e acumulou mais de 540 horas de voo, respondendo a quase 40 Alpha Scrambles e conduzindo cerca de 70 scrambles de treinamento. O destacamento operou no âmbito da atividade de vigilância reforçada Eastern Sentry, reforçando a postura de dissuasão e defesa da Aliança em cooperação estreita com as nações bálticas e demais forças aéreas aliadas.

O Allied Air Command também registrou uma mudança de enquadramento para o período atual. Segundo o comando aliado, o novo desdobramento marca uma transição da missão de policiamento aéreo para um papel mais amplo de defesa aérea, com o objetivo de oferecer uma abordagem mais flexível dentro da estrutura de Defesa Aérea e Antimísseis Integrada (IAMD) da Aliança.

A Baltic Air Policing é uma missão permanente de caráter defensivo, iniciada pela OTAN em 2004, após o ingresso da Estônia, da Letônia e da Lituânia na Aliança. Desde então, 17 aliados já participaram da salvaguarda do espaço aéreo das repúblicas bálticas. A missão é conduzida a partir da base aérea de Šiauliai, na Lituânia, e da base aérea de Ämari, na Estônia, com destacamentos que se revezam em rotações de aproximadamente quatro meses e mantêm prontidão permanente, 24 horas por dia.

Nos próximos meses, o pessoal e as aeronaves da Aeronautica Militare seguirão responsáveis pela capacidade de intervenção rápida sobre os três países bálticos, em um cenário regional que tem exigido resposta frequente das aeronaves aliadas em alerta.

Fonte: Aeronautica Militare, comunicado publicado em 3 de Agosto de 2026. Informações complementares: Allied Air Command (NATO) e Ministério da Defesa Nacional da Lituânia.

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